mais ou menos um e o equador. por @buhcarmona

(des) abafo

Decepção não mata. Mas dói.
E por mais que a gente diga que o mesmo erro repetido pela terceira vez é imperdoável, a verdade é que sempre depende de quem erra. Algumas pessoas a gente já perdoa por antecipação. E isso faz doer ainda mais a decepção.

Até a próxima.

Sirene.

Viaturas, fuzis, metralhadoras. Ouve-se tiros e o riso típico de quem abusa do poder porque se acha no direito de fazê-lo.

Uma pessoa pode ser morta a qualquer momento pela simples violência. Mais um Amarildo, mais uma Claudia. Ou mais um bandido. Tanto faz. É um pai de família. Bandido ou não, tem uma criança de um ano que pode crescer sem pai a partir desta noite. E que não pediu para ser “filho de bandido”.

A violência é muito mais feia quando vista de perto e encarada de frente. Neste momento, impotente diante do mundo.

Minha dor não sai no jornal.

ato falho.

Acho que me apaixonei por um momento registrado em fotografia. E, depois, por aquele amontoado de agradáveis surpresas. Era um tipo de atração que eu não sabia explicar. Pouco tinha a ver com volúpia, mas era visceral. De repente, me envolvia um desejo incontrolável de tê-lo por perto, não para satisfazer um desejo da carne, mas para acalmar os ânimos da alma, que andavam desejosos de que os lábios fossem a porta de acesso a tudo aquilo que ele era e que eu achava fascinante. Ando questionando meus limites, meus impulsos e instintos, e ainda não sei se devo me preocupar com a fragilidade dos meus opacos. Talvez, no fundo, meu desejo fosse descobrir que ele sabe que isso entre nós existe. Nos meus delírios, ele sabe. E não entende, tanto quanto eu. E espera o dia em que um encontro acontecerá naturalmente. Tanto quanto eu.
Album Art
  • Most of the Time
  • Bob Dylan
  • Oh Mercy
  • 0 plays

Most of the time I’m clear focused all around. Most of the time I can keep both feet on the ground. I can follow the path, I can read the signs, stay right with it when the road unwinds, I can handle whatever I stumble upon. I don’t even notice she’s gone.

                                                                                      Most of the time.

                                                                                                      Dylan.

E no meio de tantos fios

22h22. Sinto como se estivesse passando por ataque militar. Muita correria e uma porção de bombas estourando nos locais mais improváveis e impróprios. São lembranças.

A rotina tem consumido tanto meus instantes, que mal consigo lembrar de lembrar. Mas hoje, mais que todos os dias, percebi que lembrar não é uma opção. Para bem ou mal, como escreveu Arnaldo Jabor para a voz de Rita Lee, “todos os instantes que vivi estão aqui; os que me lembro e os que esqueci”.

De tudo que me veio a cabeça hoje, ainda que involuntariamente, tirei de lição que não era exatamente toda a sequência que eu queria esquecer. E tive certeza de que alguns momentos, por mais que seja passado, vão doer para sempre.

Eu fazia planos como o paraíso. Usava vermelho e preto. Tinha dois ao invés de quatro, e uma vida cercada de fotos e canções de ele e ela. Mas agora. Ah, agora ouço repetidamente a canção daquele filme. Aquela que me marcou tanto quanto a sua presença.

Não é arrependimento. Não quero voltar atrás, mas talvez, bem lá no fundo, o que eu sempre quis mesmo foi nunca chegar a esse ponto. E talvez ele nunca saiba que eu chorei pensando em uns lençóis estampados com pequenas flores azuis. Seja lá o que for, deve ser algo próximo de saudade. Ou amor remodelado.

Reformei tudo por aqui. Já faz tempo que não escuto a barulho da porta ou vejo a janela aberta. Fatalmente descobri que outros ventos me fazem falta de janeiro a janeiro. E não, não são como os lençóis que mereceram minhas lágrimas. É algo muito maior. Sou forçada a mergulhar de cabeça no que é clichê. Digo e repito que não acredito em acaso, mas destino. E o que mais é felicidade, se não é uma opção? Correr o risco. É essa a opção que assumo satisfeita. Mas lembranças são lembranças; e delas – já sei mais do que bem – nunca vou conseguir fugir.

E finalmente, cá para nós, o que é mais cafona que ouvir Elton John e chorar?

zodíaco.

Ele nasceu sob o signo de Peixes. E sim, eu acredito “nessa coisa de zodíaco”. Isso porque quando nasci, o cinturão astrológico transitava entre Libra e Escorpião e eu, atentada que sou, esperei faltar oito dias para o mês acabar e vim. No dia da mudança, eis que eu dava o ar da graça por essas bandas aqui da Terra. 

Aí eu cresci e me informei e sim, li revistas para meninas de treze anos. E sinto em contar (ou não) que hoje, aos vinte, muito me interessa saber que ele é de Peixes. Quer dizer, não é meu signo complementar. Devo admitir que a teimosia e o atrevimento de um taurino me instigariam um bocado, mas pelo menos ele não é de Gêmeos e isso por si só já diz bastante coisa. Como eu disse, nasceu sob o signo de Peixes. Que é meu o desafio de lidar com esse pequeno e tranquilo e sonhador, já descobri. E aceito de bom grado essa incumbência. Afinal, sou ”ferro e brasa na casa da morte”. Escorpião. Ele é Peixes. E finalmente, agora sim, alguém tinha que colorir meus dias.

Luzes baixas e milhares de notebooks e desktops dos mais variados tamanhos e modelos ligados dia e noite. Isso aqui é o pesadelo de qualquer fotógrafo, mas não pode deixar de ser documentado. Hoje é meu terceiro dia de Campus Party e acho que só agora me habituei ao esquema. Já peguei filas infinitas, fila para pegar fila, fila para resolver incidência da minha credencial que não foi impressa, fila para cadastrar no restaurante, fila para entrar na área de camping, fila, fila, fila… Aos interessados em participar da edição do ano que vem, preparem-se para ganhar enormes filas de presente. E uma porção de brindes também. Já estou estudando uma maneira razoavelmente organizada de levar tantas coisinhas tranqueira para casa.
Enfim, está tudo ótimo aqui. E ah, eu queria um balãozinho como esse aí da foto, mas adivinha? A fila tá ENORME um pouquinho grande. Vou ficar aqui na Arena mesmo. 
#cpbr4

Luzes baixas e milhares de notebooks e desktops dos mais variados tamanhos e modelos ligados dia e noite. Isso aqui é o pesadelo de qualquer fotógrafo, mas não pode deixar de ser documentado. Hoje é meu terceiro dia de Campus Party e acho que só agora me habituei ao esquema. Já peguei filas infinitas, fila para pegar fila, fila para resolver incidência da minha credencial que não foi impressa, fila para cadastrar no restaurante, fila para entrar na área de camping, fila, fila, fila… Aos interessados em participar da edição do ano que vem, preparem-se para ganhar enormes filas de presente. E uma porção de brindes também. Já estou estudando uma maneira razoavelmente organizada de levar tantas coisinhas tranqueira para casa.

Enfim, está tudo ótimo aqui. E ah, eu queria um balãozinho como esse aí da foto, mas adivinha? A fila tá ENORME um pouquinho grande. Vou ficar aqui na Arena mesmo. 

#cpbr4

No dia 5 de dezembro de 2010, ganhei num sorteio um ingresso para a Campus Party Brasil. Nos 40 e poucos dias que sucederam este acontecimento, não só descobri o que era a CP, mas me apaixonei pelo universo que a partir dela me foi apresentado. Malas prontas. Viajo hoje para participar da maior feira de tecnologia do mundo. Nada mais pertinente que documentar os próximos sete dias num blog, afinal, estamos falando de tecnologia. Este aí é o mapa da Campus Party. Acho que poderei ser encontrada na área de camping ou de Social Media. Mas só acho. O negócio é tentar não se perder. E vamos que vamos :D #cpbr4

comentário.

by @buhcarmona

O Soneto da Perdida Esperança

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.

Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.

Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa

com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.

Carlos Drummond de Andrade se superou nesse soneto. E falou do que eu senti há uma hora atrás, nos dois primeiros versos. Eu precisava falar. Era mesmo uma necessidade, afinal, cedo ou tarde o que há haveria de aparecer. Aconteceu porque tinha que acontecer. E o que ele falou? Nada não. Um silêncio longo, um risinho amarelo monossilábico. Sinto tanto que me engano, daí me arrependo. Como já me diziam, toda escolha remete um perda e eu mais do que ninguém deveria acreditar que uma vez é nunca. E mesmo sem nunca poder saber se errei ou acertei ao obedecer um sentimento, essa sensação de escolha de vazio continua. Apontei para o lado certo mas não para o que eu desejava. E esse eu acho que é o tipo de coisa mais complicada de resolver. Sendo assim, desabafado, encerro. 

Disso eu fui incapaz.

Mosqueteiros mais que três
Acabou hoje a etapa BH do Circuito de Interações Estéticas. Foram três dias vivendo novas experiências e reciclando outras não tão novas assim, mas igualmente válidas, num evento em que artistas e representantes de Pontos de Cultura discutiram a importância da valorização da cultura no país. Trabalhei na Comunicação Colaborativa. Aliás, trabalhamos. E porque foi tudo muito bem, deixo esta foto como agradecimento aos meus colegas. Faltam Luiz, Grazi, Fernanda, Ítalo e tantos outros que colaboraram para que tudo fosse tão bacana quanto pudesse ser. E foi.
Mas especialmente estes três aí comigo na foto, são o objeto da reflexão do dia: a gente sempre está em tempo de descobrir novas pessoas nas mesmas pessoas que vemos todos os dias. E também de tornar as “pessoas do corredor”, “pessoas de todos os dias”. Isso é realmente bom. 
Dito o que havia para se dizer, está feito. Fica aqui a lembrança das coisas legais que produzimos juntos (Blog do Interações Estéticas)
E até a próxima :)

Mosqueteiros mais que três

Acabou hoje a etapa BH do Circuito de Interações Estéticas. Foram três dias vivendo novas experiências e reciclando outras não tão novas assim, mas igualmente válidas, num evento em que artistas e representantes de Pontos de Cultura discutiram a importância da valorização da cultura no país. Trabalhei na Comunicação Colaborativa. Aliás, trabalhamos. E porque foi tudo muito bem, deixo esta foto como agradecimento aos meus colegas. Faltam Luiz, Grazi, Fernanda, Ítalo e tantos outros que colaboraram para que tudo fosse tão bacana quanto pudesse ser. E foi.

Mas especialmente estes três aí comigo na foto, são o objeto da reflexão do dia: a gente sempre está em tempo de descobrir novas pessoas nas mesmas pessoas que vemos todos os dias. E também de tornar as “pessoas do corredor”, “pessoas de todos os dias”. Isso é realmente bom. 

Dito o que havia para se dizer, está feito. Fica aqui a lembrança das coisas legais que produzimos juntos (Blog do Interações Estéticas)

E até a próxima :)

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